segunda-feira, 29 de junho de 2009

aleatórias 3


Bocas secas e sedentas de vontades

Mãos algemadas derramando lagrimas e horror
clamam por liberdade
nos alimentamos com mentiras e insatisfações

Devemos nada a ninguém mas ninguém nos escraviza

Por que esse tal de ninguém vive a nos chicotear com verdades abruptas e dolorosas?

Sentimos muito se algo a ti foi feito em um passado recente

Nunca que gostaríamos de estar lhe servindo, mas dependemos de sua “piedade” e sem nenhuma cordialidade e muito menos solidariedade você nos finge afagar as dores insossas que derrubam nossas lagrimas.


E mais um se vai, no baixo escuro do marítimo cruzador.


Em terra de mestiços crescemos, mas nela não podemos dizer que vivemos, pois a um canto pouco arquitetado de tetos negros com cheiro de mato tentamos nos esconder e Sub-viver tentamos nos defender, mas ora nos defendem, ora nos destroem.

Em pensar que éramos afagados pelos iluminados deuses de nossas cabeças e hoje temos que mostrar vergonha desses


E mais um som vem do fundo da casa de ‘chorinho’.


Disfarçamos nosso choro e o colocamos em frente a nossa casa

Mas é nos fundos que nos divertimos como sempre, nos escondemos e dentre nós há a vida.

Vida essa, que por ora cansamos de oculta-la.

É hora de expor ao mundo dos ‘ claros’ e ‘privilegiados’ por nascimento que somos como todos, como qualquer habitante.

Então meu povo, rasgue essa roupa que vos diferencia e lutai.

Lutai pelo que é teu

Pelo seu poder de ser...

NEGRO

2 comentários:

Ana disse...

horas, PH. teus textos tem muita força, seja o assunto qual for.
sempre vou amá-los, dica.

deveria exteriorizar essa força, aliás

alan camargo disse...

Boa negro é isso ai.. represents sempre!

Valeu mlq.. abÇs!